Acaso existe diferença entre o sistema e a religião?

 

 

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Olá caros amigos, hoje inicio esta nova fase do Efeito de Causa informando que estou só aqui no blog, mas não estou só nesta jornada. Recebi muito apoio para retornar as atividades aqui.

Uma das perguntas mais frequentes é se o sistema religioso é o mesmo que religião. Embora já tenhamos tomado esta conversa e creio que isto está bem claro aqui, em hipótese alguma o sistema e a religião são a mesma coisa.

O sistema tomou para si o direito de ser, entre aspas, “dono da religião”, mas de fato ele pode bater no peito se sentir dono ou mesmo esbravejar em defesa do direito de legislar em nome da religião, que nem de perto assume este papel.

A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo.
Tiago 1:27

Segundo Tiago, a religião pura e sem mácula diante do Pai é o amor ao próximo, expressado e executado através daquilo que podemos fazer ao nosso próximo. Sem interesse em ganhos.

Então quando alguém tenta impor sua religião como verdadeira, este peca contra o próximo, pois isto não é verdade. Podemos aqui afirmar e sem sombra de dúvidas que a verdadeira religião é tão íntima e individual que cada pessoa neste mundo está encaixado dentro da verdadeira religião.

O problema, caros amigos e leitores, que a maior parte das pessoas estão cegas a esta situação que se perdem dentro de tantas realidades criadas pelo próprio sistema.

O sistema se aproveita claramente das pessoas e utiliza principalmente daquelas mais fracas de entendimento e as conduz ao erro.

Meros peões para o sistema.

Embora não posso generalizar, existem pessoas bem intencionadas dentro do sistema e que pregam a verdadeira palavra, pura e simples. Mas eu até hoje não conheci ninguém na posição de líder religioso que o sistema não a tenha corrompido.

Então fica aqui a sombra de dúvidas e um misto de esperança, pois sim, existem muitos que são sinceros e sim, existem muitos que pregam a verdade.

Até aceito a situação que as igrejas precisam se sustentar, mas não pode existir exageros.

Os membros de uma congregação, por obrigação devem sustentar tal entidade, por isso são membros e fazem parte desta ou daquela congregação. Mas qual o limite disto?

Aqui quero enfatizar que, somos contra o sistema, mas não contra a religião e sendo assim, não vamos jamais estimular ninguém para que saia da religião a que segue, mas se esta não lhe agrada, ou então tomou consciência que a si mesmo isto já não é mais importante, então siga o caminho estreito.

A religião tem um papel importante e fundamental na sociedade, ela tem o poder de controlar pessoas que sem o apoio de uma religião, poderia se tornar um problema a si mesmo e a sociedade.

E também existem pessoas que precisam estar juntos de outras e fazer parte de uma comunidade, e se ela se sente bem aonde está, então que permaneça e não saia.

O importante não é aonde ela se encontra, mas seus atos quando não está dentro de um templo ou perante uma comunidade.

O importante é não se achar salvo apenas pelo simples fato de fazer parte de uma religião.

O importante é compreender o que, o verdadeiro valor está no coração, nos atos que se pratica com o próximo e com o menos favorecidos.

O verdadeiro templo está no coração porque é a habitação do Pai em nós, pois o Pai é Amor, como define o Salvador Jesus.

E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. 1 João 4:16

E as palavras de Jesus, são mais importantes que a palavra de qualquer mortal, mesmo que na posição de líder religioso.

image_thumb5E Jesus, durante todo o seu ministério jamais disse ou apontou para esta ou aquela religião, ou afirmou que exista uma religião.

Ele apenas afirmou e não somente em palavras mas em atos também, o amor ao próximo. Sim, ele amou o próximo como igual e não como um ser divino e especial. Ele se fez pequeno e menor e por isso hoje é chamado de maior dentre todos.

A esta afirmação é necessário a pergunta, se Ele se fez o menor, porque então temos que nos fazer maior? Se é para segui-lo, então porque nós temos que nos fazer maior?

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