Mas que coisa heim sistema? Adulteração das escrituras– parte 1.

imageSerá que o Sistema corrompeu às Escrituras?

A resposta definitivamente é sim! Sem dúvida alguma o sistema corrompeu as escrituras.

E qual seria o motivo?

A resposta é tão simples que dá até vergonha de defini-la. O Sistema alterou para manter a mente das pessoas acondicionadas nas informações falsas e assim manter o poder sobre elas.

Preguiça de ler? Então ouça!

Porém existe uma coisa a se falar e é importante, mesmo assim, não conseguiram escondera verdade! A verdade que nos liberta!

Usando textos transcritos das escrituras, ou seja, mantendo os textos originais sem tradução de nomes ou palavras que não possuem contextos em outros idiomas a não ser no hebraico, vamos entender algumas das mudanças e explica-las.

Como esta matéria será bem longa, será dividida em postagens, esta é a parte 1 da série sobre adulteração das escrituras.

Primeiro devemos entender uma coisa, nem tudo é adulteração, algumas coisas são apenas glosa de tradutor ou seja, mania, outras são erros por determinação de palavras semelhantes que causaram confusão, e outras são realmente adulterações.

Vou utilizar para explicar estas mudanças a Bíblia de Ferreira de Almeida, edição ano 1920 e a nova tradução corrigida. usarei como comparativo a versão – Sagrada Escritura, cópia, transliterada, Fiel aos originais. Porém irei corrigir a linguagem, por exemplo, o colocando “F” ao invés de usar “PH” e atualizando palavras para um português correto quando a mesma não afetar o sentido da frase. Esta versão é antiga e por isto a sequencia numérica dos capítulos e versículos sofrem alterações em certos locais, foi antes das mudanças de propostas por Agostinho.

As palavras não transliteradas, ou seja, que mantém o original, será mantido e entre parênteses será colocado o significado mais próximo apenas para entendimento.

Transliteração é diferente de tradução, tradução é quando por exemplo traduzimos um idioma ao outro, como do inglês para o português.

Já a transliteração é mais complicada, porque ela assume um papel de transformar símbolos de uma linguagem para outra, no caso para o Grego. Transliterar é encontrar palavras que expressem o mesmo significado que foi proposto pelo autor. Por isto, palavras que não são encontrados similares se mantém na forma original e coloca-se entre colchetes um significado próximo. Com os anos o significado passa a valer por se popularizar.

É o exemplo de usar a nome Ulhím. Não possui tradução nem um significado que possamos compreender e por isto a lógica da transliteração usou algo que poderia ser compreendido pelas pessoas da época romana, ou seja, “Deus”.

Nomes não se traduzem, porém se transliteram quando impossível de compreender a outros idiomas ou devido a complexidade da palavra, assim podemos citar o exemplo de Jesus, que sem a transliteração seria conhecido até hoje como YehoShua ou YeShua, dependendo do Hebraico ou Aramaico mostrando que até mesmo entre eles era difícil certas transliterações.

Vamos iniciar com o Genesis:

Sem áudio a parte das escrituras para uma leitura relacionado os textos, ficaria confuso com áudio nesta parte.

Gênesis – Ferreira de Almeida NTA – gen 1

BERESHÍT (Gênesis) – não transliterado – BER 1

No princípio criou Deus o céu e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.
E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi.
E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.
E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.
E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.
E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi.
E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.
E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra,
E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom.
E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.
E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.
E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.
E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.
E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

1No princípio criou Ul (Pai) os shuaólmayao (Céus – no plural) e a terra. 2E a terra tornou-se um caos absoluto; havia treva sobre a face do abismo, e o Rúkha Ulhím (Espírito Altíssimo) pairava por sobre as águas. 3Então Ulhím (Altíssimo) disse: “Haja luz”. E a luz apareceu. 4Ulhím ficou satisfeito e demarcou o aparecimento da luz em relação à escuridão. 5Ao tempo durante o qual a luz brilhou chamou-lhe dia, e à escuridão noite. Essa sequência formou o primeiro dia. 6E Ulhím disse: “Que as águas se separem, deixando que haja uma atmosfera acima da terra, e águas na sua superfície”. 7-8Foi assim que Ulhím formou o firmamento e que separou as águas que estão na terra das que se encontram na atmosfera. Tudo isto aconteceu no segundo dia. 9-10E disse mais: “Que as águas à superfície da terra se juntem, formando mares e oceanos, deixando aparecer a parte seca”. E assim se fez. A essa parte seca emergindo de entre as águas chamou-lhe terra, e às águas mar. E Ulhím ficou satisfeito. 11-12Disse Ulhím: “Que a terra produza toda a espécie de vegetação: plantas que deem sementes, árvores que produzam frutos, frutos que contenham em si mesmos as sementes de acordo com a espécie de onde vêm”. E assim se fez. Ulhím viu que tudo isso era bom. 13Estas coisas deram-se ao terceiro dia. 14 Ulhím disse ainda: “Que no firmamento haja fontes de luz que iluminem a terra e demarquem o dia e a noite. Servirão também para estabelecer a sucessão das estações, e a sequência dos dias e dos anos”. 15-18E assim aconteceu. Ulhím fez pois duas grandes fontes de luz: o sol e a lua, para iluminarem a terra; o sol, o maior, para dirigir o dia, e a lua, o menor, para brilhar durante a noite. Ulhím fez também os outros corpos do firmamento. Foi assim que fixou essas fontes de luz no firmamento para iluminarem a terra, para determinarem os dias e as noites, para separarem a luz das trevas. E Ulhím ficou satisfeito. 19Isto deu-se no quarto dia. 20E disse mais: “Que as águas se encham de peixes e de várias espécies de vida. Que os shuaólmayao (Céus) também sejam atravessados por aves de toda a categoria”. 21Foi assim que Ulhím criou os grandes animais marinhos, e toda a qualidade de vida aquática, tal como toda a sorte de pássaros, os quais se haviam de reproduzir sempre segundo as suas espécies. E Ulhím viu que isso era bom. 22E abençoou-os: “Multipliquem-se e encham os mares e as águas”. E para os pássaros e animais alados: “Que o vosso número aumente multiplicada-mente: encham a terra!” 23E aconteceu isto no quinto dia. 24-25Ulhím disse: “Que na terra apareça toda a qualidade de vida animal quadrúpedes, rastejantes, animais selvagens de toda as espécies, reproduzindo-se de acordo com as suas espécies”. E assim aconteceu. Ulhím fez toda a qualidade de animais sobre a terra; cada um segundo a sua espécie diferente. E ficou satisfeito com tudo quanto tinha feito. 26Disse mais Ulhím: “Façamos um homem, um ser semelhante a nós, e que domine sobre todas as formas de vida na terra, nos ares e nas águas”. 27Ulhím criou então o homem semelhante ao seu Criador; “assim Ulhím criou o homem. “Homem e mulher; foi assim que os fez. 28-31Ulhím os abençoou, e disse-lhes: “Multipliquem-se, encham a terra, dominem-na e também toda a vida animal da terra, dos mares e dos ares; dou-vos toda a vida vegetal, toda a espécie de frutos para alimento. A todos os animais dou igualmente como alimento a vida vegetal”. E foi assim que aconteceu. Ulhím viu que tudo quanto
tinha feito era excelente. Assim passou o sexto dia.

Seguimento da leitura

Iniciei por este texto, apenas para mostrar algumas diferenças entre os originais e os atuais. Embora neste texto não há nada nesta alteração que mude o significado do texto, é interessante porque mostra que certos textos foram alterados para facilitar a leitura e o entendimento.

Mas gostaria de  Destacar algumas coisas.

imageEm toda a Escritura, no original, não existe nenhuma indicação chamado o Pai Altíssimo de “Deus”. Esta palavra foi usada para facilitar o entendimento, mas devemos entender que neste caso a mudança interfere, porque um deus nada mais é que pessoas que se endeusaram perante as demais no mundo, como os faraós por exemplo, e deuses talhados, desenhados ou esculpidos.

De fato o Pai era comumente chamado de Altíssimo, Criador, Pai, entre outros, mas estes três nomes eram mais utilizados.

Destaquei alguns trechos em amarelo para comentar especificamente.

1 – uma atmosfera   – Aqui o texto original não diz a palavra atmosfera, mas se refere ao ar da atmosfera. No texto corrigido dá a entender que foi separado águas que estão acima da atmosfera e a que estão abaixo da atmosfera. Porém no original não expressa desta forma, mas dita claramente a separação da própria atmosfera dos rios e oceanos. Isto é uma ALUSÃO a chuva, não se sabia nesta época que as chuvas eram resultados da evaporação, mas acreditava que acima das nuvens existiam comportas que armazenavam água. Quando estas comportas fossem se abrir as nuvens cobriam para que não fossem vistas as comportas dos céus e não acima dos céus. Claramente uma forma primitiva de crença da forma como existia a chuva e os oceanos.

2- firmamento – Os povos antigos, em especial os hebreus que tiveram muita influência do povo egípcio separavam claramente o que era céu e firmamento. Céu era cuidadosamente utilizado para expressar o céu atmosférico e o céu da habitação celeste. Por isto utilizavam muitas vezes o termo “céus” no plural. Um era o céu aonde os pássaros voavam e ou outros, sim outros, eram as partes superiores. O firmamento era apenas a região aonde as estrelas ficavam e eles acreditavam que as estrelas estavam abaixo dos céus das nuvens. Isto porque viam o céu azul e a explicação que acreditavam era que existia um oceano azul acima do firmamento.

Uma fato interessante, Firmamento era aplicado, segundo as crenças, somente ao céu noturno, durante o dia não existia o firmamento.ele estaria enrolado esperando a hora de se desenrolar (trazer anoite).

Eles tinham o firmamento como uma cortina que se desenrolava para esconder o dia. O firmamento era o local dos céus aonde se FIRMAVAM as estrelas e os Luminares, Sol e Lua. Os demais céus eram as moradas celestiais.

Algumas culturas ainda hoje acreditam nesta forma e explicam a existência de 7 céus. Hoje sabemos que as estrelas permanecem distantes, sendo a atmosfera divididas em camadas.

3 – Seguindo o texto encontramos novamente a palavra atmosfera, apenas destaquei para mostrar que acima dela não existia um oceano como na nova tradução aparenta ter, mas na própria atmosfera.

A palavra ATMOSFERA já era utilizada antes da era cristã, então esta parte foi Transliterada assim, embora no original a palavra seja apenas de entendimento hebraico.

Vou fechar hoje desta forma, sem me alongar mais, nesta primeira parte do tema, é mais de caráter explicativo para entendermos certas condições, relevantes, que mostram a forma como o autor compreendia na sua época o processo de criação e as condições físicas da natureza.

Além de mostrar que existem de fato textos que foram transliterados e modificados a fim de facilitar o entendimento, mas que dependendo da ótica do leitor pode sim confundir, mas isto não significa que o texto tenha sido adulterado.

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